terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Corel Draw: Desafio Para Desenhistas 1

Escrevi estas estórias e gostaria muito que VOCÊ me ajudasse a ilustrar.

Obs.: Ainda estamos na fase de correção ortográfica.


CHICO JÚNIOR

Carla Gomes

Meu nome é Chico Júnior, sou um galo garnisé, sou o mais importante e imponente da chácara e vou contar para vocês a incrível aventura do meu amigo Godhofredo. O local onde acontece tantas novidades é a chácara Morada do Sol, lá tem tudo que a gente sonha: Muito verde, flores de todas as cores, animais andando, cantando e voando. E também tem humanos que gostam e respeitam os animais.

(Uma figura bem bonita de um galo garnisé, e ele falando em um balão explicativo).

De repente nasceram. Eram seis, quatro pretos e dois amarelos. Dona Galinha e seus pintinhos tornaram a chácara naquela manhã muito mais bonita e animada, seus passeios diários deixavam todos os outros animais convencidos de que aquela era a família mais unida e feliz. Do nascer ao pôr do sol, lá iam eles ciscando daqui e dali.

(Aqui mostra a dona galinha e seus filhotes ciscando em uma linda paisagem)

Vocês devem estar curiosamente perguntando quem é Godhofredo. Vocês lembram dos pintinhos que nasceram na página anterior? Pois ele é um dos pretinhos, é meu amigão Godhofredo.

( Aqui aparece outra foto do Chico Júnuior falando em texto explicativo)

Volume I Chico Júnior e seu amigo Godhofredo...

A Rotina daquele lugar não era muito diferente das outras casas de campo. As 02:30 da madrugada, eu e meus companheiros damos uma palhinha do nosso show que é realizado todos os dias a partir das 06:00 da manhã e assim iniciamos o dia de toda bicharada. Com a nossa maneira diferente e particular de cantar, acordamos os humanos para mais um dia de vai e vem.

(Foto dos galos cantando ao amanhecer, e do pessoal acordando!!)

Quando o dia se firma, lá vem o caseiro, Sr. José, nosso camarada, homem franzino e de pouca juventude, mas com agilidade para satisfazer nosso desjejum.

(O caseiro dando ração para a bicharada).

Da casa, ouvimos notas harmônicas realizadas pelas louças e talheres, sonetos produzidos pelo motor do carro do pai e a voz fina e aguda da mãe, gritando por Daniel, o pobre menino esperto, que faz de tudo para se atrasar e perder a aula.

(Aparece a família tomando café e saindo de carro).

Até cair a noite, o barulho fica somente por nossa conta, fazemos nosso cooper na
imensidão do verde, trabalhamos em equipe com Sr José, ciscando alguns insetos que atacam o pomar, e fugimos do tolo melhor amigo do homem, que insiste correr atrás da gente pensando que somos seus bifinhos empacotados. Mas não deixa de ser uma farra, ver aquela bola de pêlo correr pelo campo!!!

(O cachorro peludo e gordinho correndo atrás do Chico Júnior e outras galinhas).

Quem não entrosa mesmo com a gente e prega seu terror por toda redondeza, é o Gambá Genário, uma criatura infeliz, zangada e muito perigosa. Seus pais, fugitivos da espingarda de chumbo dos homens, são responsáveis por me tornar um galo órfão. Matou minha mãe Giselda quando eu era apenas um filhotinho e meu pai, Sr Chico, não agüentou a solidão e amanheceu morto de tanta tristeza. Fui criado pelo galinheiro
vizinho que me acolheu com muito amor e carinho.

(O gambá observando de longe a rotina da chácara).

E é assim a nossa rotina, de verão a verão. E justamente em uma dessas noites escuras e silenciosas da chácara, que começa a triste e também emocionante história do Godhofredo.

(Neste quadro aparece somente a paisagem da chácara anoitecendo - sem animais).

Só se ouvia a inquietude da noite produzidos pelos animais de hábitos noturnos, o resto dos animais já estavam confortavelmente em seus dormitórios. Aquele pé de laranja era realmente tudo de bom para o meu descanso, de lá eu ficava perto de todos os galinheiros e protegido de qualquer invasão inimiga. Pude admirar o cuidado da Dona Galinha aconchegando seus filhotes embaixo de suas asas, e neste momento senti uma saudade incrível da minha mãe, e acabei adormecendo no embalo das lembranças.

(Neste quadro aparece o Chico Júnior na árvore dormindo).

De repente, foi o maior susto, acordei com um tumulto no galinheiro da Dona Galinha, ela cocoricava e pulava de um lado para outro, cocoricava desesperadamente. Quando cheguei lá, fui surpreendido por um buraco na tela e o desaparecimento de um de seus filhotes, o Godhofredo. É isso mesmo, foi o Gambá Genário, que silenciosamente invadiu o galinheiro e aprontou suas peripécias. Nada conseguia confortar a Dona Galinha, os humanos, até que tentaram, ao ouvir o barulho ascenderam às luzes e foram lá, mas já era tarde demais.

(Aparece o tumulto no galinheiro, com a tela furada, e a Dona galinha cocoricando).

Ficamos naquela situação até amanhecer. Era um dia daqueles em que os
humanos não saiam de casa, brincavam, conversavam, nadavam e riam muito. Daniel, estava passeando perto do galinheiro, quando ouviu um piadinho fraco, longe, brando e agitado gritou por seus pais:

- Pai, mãe! Corram aqui, rápido!

(Aparece Daniel assustado perto do galinheiro).

Sua mãe, afastou a palha do chão do galinheiro e lá estava ele, respirando lentamente, com a perninha quebrada e sem forças para se proteger. Eu senti uma alegria imensa de ver meu amigão vivo, embora naquela crítica situação, mas vivo e com um fiozinho de esperança.

O pai de Daniel triste disse:

- Sinto muito meu filho, ele não vai conseguir sobreviver!

Daniel, chorando, pegou Godhofredo nas mãos e correu para dentro de casa. Nos ficamos do lado de fora comemorando e torcendo pela sua recuperação.

(Aparece eles achando o Godhofredo na palha).

Daniel e sua mãe, imediatamente deram soro caseiro para Godhofredo, pois
após ficar muito tempo sem se alimentar, estava sem forças até para reagir contra a dor. E assim após analgésicos e uma dura tala na perninha, podemos assistir Godhofredo tomando sol nos braços de Daniel. Dona Galinha estava repleta de felicidade, pois viu que em alguns dias, teria novamente seu filhote embaixo de suas asas.

(Aparece Godhofredo com a perna enfaixada com Daniel).

Dito e feito, em uma linda manhã, mais linda que as outras, Godhofredo
juntou-se a nós e tudo parecia voltar ao normal, ou melhor, quase tudo, sabe por que? Porque lá estava Dona Galinha e seus filhotes passeando pela chácara e Godhofredo, ciscando daqui e mancando dali.

(Aparece Dona Galinha com seus filhotes, um pouco maior, passeando pela chácara e ciscando).

É! Godhofredo passou por um sufoco e tanto, que bom que teve um final feliz. Agora vou brincar com meu amigão, até a próxima.

(Aparece o galo garnisé, Chico Júnior abraçado com seu amigo Godhofredo, falando, em texto explicativo)

FIM

Volume II A inesquecível viagem de Chico Júnior...

Em cima do seu aconchegante pé de laranja, Chico Júnior olhava arrebatado para a imensidão do céu e suspirava aflito por um sonho que imaginava que nunca iria realizar: Viajar por todo o Sistema Solar!

Aquele luzir e reluzir das estrelas fez Chico Júnior adormecer. Mas de repente uma luz mais forte o despertou confuso e atemorizado. Era muito estranho, todos os outros animais dormiam tranquilamente como se somente ele pudesse sentir e ver aquela claridade real e intensa.

Chico Júnior não ficou parado, desceu do seu galho e aproximou-se em direção da luz e não acreditava no que seus olhos estavam enxergando. No centro aquele surpreendente metal redondo o convidava para entrar abrindo uma porta lateral. Sem medo, mas cauteloso, Chico Júnior acaba de entrar na nave que iria levá-lo para realizar seu tão almejado sonho.

(aparece Chico Júnior espantado olhando a nave espacial entrando em uma porta lateral)

As mudanças começaram a acontecer logo que Chico Júnior cruzou a porta da nave, um detector lançou um raio em cima do sortudo galinho deixando-o com um lindo uniforme identificado como “Comandante CJ”. O computador de bordo cordialmente deu às boas vindas ao novo dirigente daquela incrível aventura!

(Aparece o Chico Júnior recebendo um raio com o uniforme de astronauta e o computador de bordo dizendo:)

Seja bem vindo comandante CJ, meu nome é Clip e sou seu assistente!!

Chico Júnior sentou em sua cadeira e tudo foi conduzindo automaticamente para iniciar a sua fantástica jornada rumo aos seus sonhos.
Deixando o planeta terra e voando para além do horizonte, CJ brinca entre as estrelas como se fosse um labirinto. O soberano calor identificado por Clip, mostrava uma enorme bola de fogo bem adiante: O Sol

(Aparece a nave entre as estrelas e o sol na frente)

Mais adiante uma placa engraçada chamou a atenção do aventureiro CJ, era Mercúrio, o planeta mais próximo do sol. Eufórico com tantas descobertas CJ segui em frente sem parar.

(Uma placa dizendo: Quer se bronzear... venha para Mercúrio)

Logo em seguida, CJ avistou um lugar parecido com a terra, brilhava e tinha uma harmonia em seus raios que tocou o coração do nosso galinho, era Vênus, o planeta que mais brilha depois do sol e da lua.

(aparece CJ e o Clip de óculos escuros olhando o planeta que brilha)

A viagem estava muito tranqüila até a nave do comandante CJ e seu assistente Clip ser atingida por um mega raio vindo de Marte, um planeta de aspecto avermelhado. Sem opção, eles aterrizaram e foram abordados por um batalhão de criaturas estranhas, chamadas de Frangonianos, na verdade eles eram um pouco semelhante ao nosso comandante, porém repreensíveis. Assustados, a tripulação foi levada a força pelos Frangonianos até o rei do planeta: O rei Avis.

(A nave estacionada em Marte saindo fumaça na lataria, eles do lado de fora rodeados por Frangonianos. Os Frangonianos na verdade tinham o perfil semelhante a uma ave, porém eram verdes e vermelhos)

O encontro com o rei Avis foi inacreditável, CJ foi confundido com o magnífico Deus da Guerra que protegeu o planeta por milhões e milhões de anos. No entanto rei Avis entendeu que CJ estava ali para uma nova missão e que deveria partir para salvar outros planetas em perigo de extinção. Os Frangonianos ajudaram a consertar a nave e os deixaram partir para sua função especial. CJ e Clip suspiraram fundo aliviados e seguiram para sua viagem interplanetária.


Outros planetas foram visitados e admirados, Chico Júnior, o atual comandante CJ nunca imaginou conhecer tanta beleza e mistério fora do seu tão famoso planeta Terra. Júpiter, Saturno, Urano e Netuno são planetas que irão para sempre ficar na memória do nosso comandante.

(aparece CJ viajando entre os planetas)

É hora de voltar para casa, a nossa linda e formosa terra, a ansiedade de CJ em chegar na chácara e contar para seu amigo Godhofredo tudo que aconteceu era muito grande. Na verdade era uma mistura de alegria com tristeza, pois sabia que teria que separar de seu novo amigo, o assistente Clip.

Poucos minutos antes de chegar à terra, o alarme de SOS da nave começou a soar intrigantemente, CJ assustado, sem saber o que fazer pediu ajuda ao seu assistente, que repetia enlouquecido as mesmas palavras:

“Esta nave será destruída em 20 segundos”!!!
“Esta nave será destruída em 20 segundos”!!!



(aparece a nave caindo, em direção a terra e o CJ apertando botões)



Pobre Chico Júnior, não teve muito tempo para encontrar uma saída, a nave realmente explodiu!!!

(aparece simplesmente uma explosão)



Chico Júnior abriu os olhos, zonzo, sem saber onde estava, ouvia apenas uma voz amiga, de longe, chamando por seu nome:

- Chico, Chico! Você esta bem?
- Hummm....
- Fala comigo amigão, o que é! Deu para ser sonâmbulo agora é?
- Onde estou?
- Ora, esborrachado no chão, você caiu do pé de laranja.
- Pé de laranja?????

(aparece Chico Júnior sentado no chão assustado com seu amigo Godhofredo)


Chico Júnior agitado deixou seu amigo confuso e assustado ao tentar contar toda a sua aventura:

_ Para Chico, para. Foi só um sonho que você teve.
_ Não foi sonho Godhofredo, foi real...
_ Ai Chico você é um pagode mesmo, vai dormir velho, logo já é hora da gente cantar.

Realmente a estória estava confusa para os dois amigos, sem dúvida este foi o sonho mais real que Chico já teve. Desanimado Chico Júnior se levantou do chão e se preparou para subir no seu pé de laranja para descansar, achou em seu galho, um pedaço de seu uniforme espacial, escrito “Comandante CJ” ai ele olhou para o céu e conseguiu ver todos os planetas que ele passou, um atrás do outro, identificados por suas cores vivas e individuais. Percebeu que não foi somente um sonho e sim tudo real.
Feliz, Chico Júnior, ou melhor Comandante CJ, bem no alto do seu pé de laranja, adormeceu novamente com o luzir e reluzir das estrelas.

(aqui mostra Chico Júnior como na primeira página, em cima do seu pé de laranja, olhando para o céu)

Espero que todos tenham gostado desta viagem pelo sistema solar. Encontro vocês na próxima aventura

(Aparece o galo garnisé (Chico Júnior) falando em balão explicativo).

FIM

Volume III Leca e a diferença ...

Na chácara Morada do Sol todos os animais (e os humanos também) estavam assustados, pois a Dona Galinha botou um ovo tão grande que parecia obra da Dona Pata. Todos imaginavam que iria sair de lá tantos filhotes que a Dona Galinha poderia montar um time de futebol.

(Aparece o ovo gigantesco da Dona Galinha e todos os animais em volta)

Após vários crecks e crecks nasceram e para espanto geral eram só três, duas pretinhas e uma branquinha, mas tão branquinha que chegava a brilhar. Dona Galinha emocionada, acariciando suas filhinhas decidiu que as duas pretinhas seriam Bina e Tina e a branquinha Leca.

(Aparece o ovo quebrado com as duas pretinhas e a branquinha e todos com os olhos arregalados)

E assim, ao amanhecer lá ia a Dona Galinha com Tina, Bina e Leca ciscando daqui e dali, Leca, um pouco mais preguiçosa, sempre ficava para trás.
Os dias foram passando, elas crescendo e viraram lindas franguimhas e Leca ainda preguiçosa sempre ficando para trás.

(aqui aparece um desenho como se fosse uma sombra da Dona Galinha e suas filhas pequenas e na frente com uma cor mais viva aparece a Dona Galinha e suas filhas já maiores)

Chico Júnior sempre atento a tudo que acontecia na chácara percebia que Leca tinha algo diferente na forma de agir e pensar, e assim aproximou-se de Leca e com o tempo se tornaram grandes amigos.

(aqui mostra Chico Júnior e Leca triste, sentados em uma cerca no final do dia conversando)


Leca tinha uma preguiça enorme, tinha preguiça até de pensar, na escola vivia no mundo da lua, Dona Guigui sua professora, sempre tinha que chamar Dona Galinha para falar das notas baixas de Leca. No galinheiro, Leca sempre esquecia de realizar suas tarefas e sua mãe tinha que repetir e repetir as suas obrigações.
Leca era assim, toda esquecida e sempre dava à mesma resposta:

_ Leca por que você não fez o que eu pedi?
_ Ai mãe eu esqueci...

(aqui aparece Dona Galinha dando uma bronca em Leca)

Bina e Tina faziam travessuras como qualquer criança de sua idade, mas tinham a responsabilidade de cuidar de seus deveres e somente depois ter o tempo livre para brincar. E essa diferença entre as irmãs deixou Leca se sentindo menos amada e menos aceita pela família, pois achava que não importava o que ela fizesse ou dissesse sempre no final iria ganhar bronca da Dona Galinha.

(aqui mostra Leca afastada olhando Bina e Tina conversar com a Dona Galinha)


Leca muito triste e inciumada resolveu fugir de casa achando que poderia encontrar um mundo diferente lá fora e ser amada e aceita como ela é. Chico Júnior atento aos movimentos de sua amiga percebeu que estava planejando algo e resolveu ficar no seu pé de laranja vigiando o galinheiro por toda noite. De repente, lá estava Leca, pulando a janela de trouxa e tudo. Chico desceu rápido e disse:

- Leca o que você esta fazendo?
- Estou indo embora Chico, sei que aqui ninguém gosta de mim.
- Como não, olha o tanto de amigos que você tem e a Dona Galinha, ela te ama muito e vai sofrer quando acordar e não te encontrar mais no galinheiro.
- Que nada ela vai ficar é alegre por não ter que me dá mais broncas.

Era perda de tempo, Leca estava decidida a ir embora!

(aqui aparece Leca com um lencinho amarrado na cabeça e sua trouxinha nas costas pulando a janela)


E assim Leca atravessou o alambrado que separava a Chácara do tão esperado e diferente mundo que ela imaginava, silenciosamente, Chico Júnior seguia seus passos com a intenção de pretegê-la, pois sua ansiedade em desaparecer não a deixava enxergar os perigos existentes contra animaizinhos frágeis e delicados como as aves.


(aparece Leca no matagal um pouco assustada e o Chico Júnior indo atrás sem ser percebido)

Leca sem conhecer aquele caminho escuro e sombrio não sabia ao certo se virava à direita ou a esquerda, percebendo que estava andando em círculos parou para descansar e pensar em qual caminho iria seguir. Com tantas voltas que Leca deu, Chico Júnior acabou perdendo de vista sua amiga.
De repente, que susto!!! Alguém se aproximou de Leca e com uma voz envolvente disse:

_ O que faz uma franguinha tão linda e charmosa no meio desta escuridão?
Assustada Leca pergunta:
_ Quem é o senhor?
_ Ora você não percebe? Eu sou o guarda desta floresta, protejo aqui todos os animais e plantas contra as maldades dos humanos.
_ Dos humanos! Mas eles gostam dos animais e respeitam a natureza.
- Ah Ah Ah!! De onde você vem menina, aqui não é assim, se te pegarem você vai direto para a panela e será servida como canja. Mas não se preocupe, é só você seguir o caminho que vou te ensinar que você estará bem longe das garras dos humanos.

(aqui aparece o Gambá Genário bem vestido dizendo o caminho)

Siga em frente sem se preocupar,
alguém contente ficará quando você chegar. O caminho é escuro mas logo vai clarear, sou seu amigo e te espero para o jantar, ahahah !!!


Leca inoscente seguiu o caminho achando que poderia confiar naquele senhor bem vestido e de voz encantadora e não percebeu que era o Gambá Genário, que à um tempo atrás entrou no galinheiro e deixou seu irmão Godhofredo gravemente ferido.
Na verdade ele não queria protegê-la contra os humanos e sim levá-la até sua toca para preparar a sua “canja”.

Chico Júnior ao chegar na pedra onde Leca tinha descansado também ficou em dúvida em qual caminho iria seguir, no fundo ele sabia que algo de ruim a qualquer hora poderia acontecer com sua amiga. Aproximou-se de uma estrada e viu no chão o lencinho que Leca estava usando na cabeça ao fugir do galinheiro percebendo que ela já havia encontrado com o maldoso Gambá Genário, pois ele conhecia aquele caminho secreto e sabia muito bem que terminava na toca do asqueroso.

(aparece Chico Júnior com o lencinho de Leca na mão)


No galinheiro Dona Galinha cocoricava sem parar alarmando o desaparecimento de Leca, todos os animais da chácara fizeram um mutirão na porta do galinheiro para apoiar e consolar Dona Galinha. Assim, notaram que Chico Júnior também havia desaparecido, e todos se perguntaram ao mesmo tempo:

- O que será que aconteceu com eles? Onde iremos procura-los?

Naquele momento a angústia sobrecaiu em todos por não saberem que atitude tomar restando apenas esperar e esperar.

(aqui aparece a Dona Galinha cocoricando e os animais agitados em volta)


Enquanto isso Leca se aproximava cada vez mais do seu triste fim, o Gambá Genário ligeiro e esperto, já estava em sua toca à espera de sua prenda.
Leca ao chegar no fim da trilha caiu em um buraco que deu direto na toca do Gambá, tonta com o tombo desmaiou e virou a presa mais fácil que o Gambá Genário já havia conseguido. Feliz e com seu prato principal na panela, o danado do gambá foi acender o fogo.

(aparece leca desmaiada dentro de um panelão e o gambá carregando lenha em direção ao fogão)

Mas o Gambá Genário não contava com a visita do seu inimigo, Chico Júnior, mais ligeiro e mais esperto, havia chegado primeiro na toca e sabendo do único objetivo do gambá, molhou toda lenha que tinha naquela casa. Enquanto o asqueroso impaciente tentava acender o fogo, Chico sem nenhum ruído tirou Leca de dentro do panelão e fugiu. Muito furioso e sem entender o que aconteceu com a lenha resolveu comer seu jantar cru mesmo e ao virar para o bote encontrou apenas um gravador dentro da panela.

(aparece o gambá tentando acender o fogo e o Chico fugindo com Leca nas costas)

(aqui mostra outra imagem do gambá olhando para a gente com cara de bobo ouvindo a gravação).

Não seja bobo e preste atenção, sou o Chico Júnior e tenho razão.
Minha amiga não é seu jantar, cuide de sua vida senão vou te bicar!!!


Chico ao perceber que não corria mais risco de ser pego parou e colocou nossa fujona no chão para tentar acorda-la:

_ Leca, você esta bem, fale comigo.
Leca acordou ainda um pouco zonza e respondeu:
_ Ei, você não vai querer me beijar como na história da bela adormecida, vai!!
_ Sai fora Leca, eu preocupado e você brincando? Vamos embora que todos devem estar preocupados!

E os dois amigos seguiram a trilha de volta rumo à Chácara.

(aparece leca e Chico abraçados seguindo a trilha)

O sol já estava brilhando no azul do céu quando eles chegaram, a alegria foi imensa e Dona Galinha, Bina e Tina só queriam abraçar a recém chegada. Leca arrependida do que fez, pediu desculpas a todos pela fuga e por ter colocado a vida de Chico Júnior em perigo. Percebeu que todos a amava, independente dela ser branquinha ou de seu nome não terminar com “ina”, as broncas era para o crescimento de sua personalidade e responsabilidade e não para rejeitá-la.

E a partir deste dia Leca se esforçou para ser menos esquecida e na escola seu boletim já contava com algumas notas azuis.

(aparece Leca feliz conversando com Chico no fim do dia sentados na cerca)

- Eh.. Leca se arriscou muito confiando em um estranho, mas acho que ela aprendeu a lição.

Lembre disso você também!


(Aparece o galo garnisé,Chico Júnior, em balão explicativo)

FIM















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